Simone Duarte é carioca e vive em Lisboa desde 2008. Cobriu de Nova York os atentados de Onze de Setembro ao vivo pela TV Globo, onde trabalhou durante quinze anos. Em Portugal, foi diretora executiva do jornal Público. Atuou ainda na ONU, além de ter realizado o documentário A caminho de Bagdá (2004), sobre Sergio Vieira de Mello, e de ter sido a primeira jornalista brasileira a entrar na Coreia do Norte. Fez mestrado em relações internacionais pela New School, em Nova York, onde também lecionou, e recebeu a prestigiosa bolsa Eisenhower.
Como chefe de redação da TV Globo em Nova York, Simone Duarte narrou os ataques às Torres Gêmeas no Onze de Setembro ao vivo para todo o Brasil. Vinte anos depois, ela reúne as histórias de sete pessoas que sofreram com preconceito e perseguição após o fatídico episódio e tiveram sua vida profundamente transformada. Em comum, elas têm a origem: nasceram em países que sofreram sanções políticas e militares pós-atentado. São afegãs, iraquianas e paquistanesas. Ao ler O vento mudou de direção, o(a) leitor(a) conhece: Ahmer, um rapaz treinado para ser um menino-bomba; o jornalista jordaniano-palestino Baker Atyani, que entrevistou Osama bin Laden meses antes do atentado de 11 de setembro; o general Ehsan Ul-Haq, ex-espião-chefe do equivalente à cia paquistanesa; a poeta iraquiana Faleeha Hassan, obrigada a imigrar para os Estados Unidos e viver no país invasor; Gawhar, uma afegã que fugiu da ocupação militar estadunidense rumo à Europa; a jovem iraquiana Gena, que fugiu para a Síria, onde cairia em outro conflito sangrento; e Rafi, um afegão que atravessou oito países como imigrante ilegal para escapar do Talibã.