Nasceu em Maringá, Paraná, em 1963. Doutor em literatura brasileira, é professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e autor da tese Imagens da integração e da dualidade: personagens nipo-brasileiros na ficção (Blucher, 2010). Seu romance de estreia Nihonjin ganhou o prêmio Benvirá de Literatura (2011), o prêmio literário Nikkei — Bunkyo de São Paulo (2011) e o Jabuti na categoria romance (2012). Foi colaborador do caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo, com resenhas críticas acerca da literatura japonesa.
Vencedor do Prêmio Jabuti de 2012, na categoria Romance, Nihonjin — que significa “japonês” — é uma saga familiar narrada pelo neto de Hideo Inabata, um imigrante que aporta no Brasil no início do século 20 para trabalhar nas lavouras de café do interior de São Paulo. Imbuído da sagrada missão de levar recursos ao seu país natal, conforme orientação do imperador aos seus súditos, Hideo logo se defronta com mais dificuldades do que imaginava. Da vida dura na lavoura ao comércio no bairro da Liberdade, em São Paulo (SP), da hospitalidade de um país que se abriu para imigrantes às perseguições sofridas durante a Segunda Guerra Mundial, Nihonjin retrata os dilemas no seio da comunidade nipônica, e vai além ao destrinchar o que há de mais universal na dor humana de ver os próprios sonhos se esvaírem.