Elizabeth Cochran Seaman, mais conhecida pelo pseudônimo de Nellie Bly, nasceu em 1864 em Cochran’s Mills e morreu em 1922 em Nova York. Escritora, inventora, empresária e filantropa, foi correspondente no México em 1885 e pioneira do jornalismo investigativo, tendo se tornado uma celebridade em vida. Entre suas obras mais conhecidas estão Dez dias num hospício (1887) e Volta ao mundo em 72 dias (1890).
Em 1887, época em que as mulheres não tinham espaço no jornalismo investigativo estadunidense, sob o pseudônimo de Nellie Bly, a repórter Elizabeth Jane Cochran ficou dez dias internada em um hospício em Nova York, no qual se passou por paciente. Após observar o dia a dia das internas e ser resgatada, ela escreveu uma série de reportagens no jornal New York World, de Joseph Pulitzer, contando os abusos e maus-tratos que as pacientes sofriam por parte de enfermeiras e médicos. Narrado em primeira pessoa, o livro Dez dias num hospício reúne o relato de como a ideia da reportagem surgiu, dos dias que precederam a internação e da rotina frequentemente violenta dentro do hospício. No prefácio, a jornalista Patrícia Campos Mello descreve a trajetória profissional de Nellie Bly, demonstra seu pioneirismo em diversas áreas além do jornalismo e faz um convite à reflexão sobre o papel da mulher na profissão nos dias atuais.