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Apolinária

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Bianca Santana

Bianca Santana é escritora, jornalista, doutora em ciência da informação e mestra em educação pela Universidade de São Paulo (usp). Autora de Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro (Companhia das Letras, 2021), Arruda e guiné: resistência negra no Brasil contemporâneo (Fósforo, 2022), Quando me descobri negra (Fósforo, 2023), e dos infantis Diálogos feministas antirracistas (e nada fáceis) com as crianças (Camaleão, 2022) e Quem limpa? (Companhia das Letrinhas, 2025).

Classificação indicativa

Descrição

Em seu primeiro livro de ficção, a escritora e jornalista Bianca Santana conta a história de Apolinária — ou Polu, para os íntimos —, desde sua juventude em Tabocas do Brejo Velho, no interior da Bahia, às margens do rio São Francisco, até a velhice em São Paulo, para onde migrou sozinha em 1946. Trabalhando como servente e empregada doméstica, criou dois filhos na periferia da capital paulista. Viu sua árvore crescer e dar frutos às custas de muita força, resistência e perseverança.

A narrativa se desenvolve em primeira pessoa, alternando a voz da neta, Bianca, personagem inspirada na própria escritora, com a de Polu. Conforme a neta tece com maestria a memória familiar e pesquisa histórica, a avó explora a fina linha que une a família, o dia a dia que sobrepassa o racismo e a ascensão social por meio do trabalho. Apolinária é uma jornada de descoberta de uma história particular que se confunde com a de tantas famílias brasileiras. Segundo a própria autora, “Apolinária é a minha avó, mas também sou eu e muitas mulheres negras do Brasil, em uma voz que não aparece suficientemente na nossa literatura”.

Por que ler em sala de aula?

  • Devido à originalidade de uma narrativa construída a partir de duas vozes em primeira pessoa que se distinguem tanto na linguagem quanto na visão da trajetória da protagonista e da história do Brasil;
  • A perseverança, inteligência e positividade da personagem Apolinária, mulher negra, analfabeta e trabalhadora doméstica que sempre celebrou a vida, mesmo diante das intempéries, rompe com estereótipos;
  • No diálogo com História: Apolinária ilumina marcos históricos, como a Lei de Terras de 1850 — que privilegiou elites em detrimento de negros libertos e indígenas — e as romarias a Bom Jesus da Lapa (BA) — nascidas como agradecimento pelo fim da escravidão em 1888 —, num diálogo com o presente que remete à necessidade urgente de reparação do passado brasileiro;
  • No diálogo com Sociologia: a obra convida ao debate e reflexão a respeito do trabalho doméstico, racismo estrutural e protagonismo feminino, assim como sobre o papel da educação na ascensão social e na produção de olhar mais crítico da estrutura social do Brasil.

Temas

Áreas do conhecimento

Gêneros

Para conhecer mais sobre a autora/obra

Capa
Danilo de Paulo | mercurio.studio
páginas
112
Formato
13,5 x 20 cm
ISBN
9786560001213
ISBN Digital
9786560001220
Data da publicação
11/8/2025