Nasceu no Paraná e vive no Rio de Janeiro. Além de escritor, é um matemático conhecido pela descoberta da Superfície Costa, com a qual resolveu um problema matemático de 206 anos de existência. Em 2018 publicou o livro de ficção A vida misteriosa dos matemáticos e em 2022 venceu o prêmio Leya com este A arte de driblar destinos.
Nesta obra, vencedora do Prêmio LeYa de 2022, Celso Costa constrói um sensível romance de formação a partir de um mosaico de memórias pessoais. A narrativa acompanha a trajetória de um menino dos três aos dezenove anos no interior rural do Paraná, na década de 1960, revelando sua rotina dividida entre o árduo trabalho nas lavouras e os estudos. Incentivado pela família, que enxerga na educação uma possibilidade de romper com o ciclo da pobreza, o protagonista encontra na Matemática um refúgio — sem, no entanto, romper com os saberes tradicionais, como os benzimentos e as crenças populares. A convivência entre ciência e tradição é um dos pontos mais marcantes da obra, que entrelaça experiências autobiográficas com “causos” típicos do interior brasileiro. Ao retratar um contexto social marcado pela violência, pelo patriarcalismo e pelo trabalho infantil, o autor propõe uma reflexão crítica sobre a meritocracia em uma sociedade profundamente desigual.