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Aziri

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Luciany Aparecida

Luciany Aparecida nasceu em 1982 no Vale do Rio Jiquiriçá, Bahia, e atualmente reside em Salvador. É doutora em letras com pesquisas na área de teoria e crítica literária. Seus estudos pensam a literatura na interface: nação, migração, história, memória, identidades e performances. Escreve a partir da criação de assinaturas estéticas e seus textos muitas vezes apresentam um hibridismo formal. É autora de Joanna Mina, dramaturgia que resultou do Edital Dramaturgias em Processos do Teatro da Universidade de São Paulo/TUSP/2021. Com a assinatura Ruth Ducaso, publicou: Florim (2020) e Contos ordinários de melancolia (2019), ambos pelo selo editorial paralelo13S.

Também participou de algumas antologias, tais como, Abrindo a boca, mostrando línguas (paralelo13S, 2021), Descuidosa de sua beleza (Editora Mondrongo, 2020), 40 em quarentena (Editorial Oficina Raquel, 2020), entre outras. E teve textos traduzidos para a língua inglesa publicados em Asymptote Journal 2018 (tradução de Elisa Wouk Almino), Monoa 2019 e Jellyfish Review 2020 (tradução de Sarah Rebecca Kersley); e, em turco, um conto na coletânea Trendeki Yabanci, da editora Can Publishing, com tradução de Özde Çakmak (2021)

Classificação indicativa

Descrição

Aziri é a segunda plaquete da trilogia de poemas da premiada escritora Luciany Aparecida, em que os versos dialogam com fotografias de mulheres negras do século 19. O poema em série, composto por onze partes, é inspirado na fotografia “Africana da Nação Mina”, de Christiano Junior (1864-1865). Luciany dá nome e voz à mulher da imagem, identificando-a como a protagonista do romance Tinta da Bahia (no prelo), Aziri Dagawa, criança sequestrada na região do rio Níger, no Mali, e traficada para a Bahia a partir do Benim, na chamada Costa da Mina. Na cadência suave dos versos, é possível ouvir sua voz, seu lamento, seu regresso em festa para sua terra de origem para dar um basta ao “convívio sequestrado” e dizer, de uma vez por todas: “vamos, irmã, caminhemos juntas”.

Por que ler na sala de aula?

  • A leitura de imagens é essencial em uma sociedade cada vez mais orientada pelo visual, pois elas comunicam valores, ideias e intenções. Aziri vai além, traduzindo a leitura de imagens em linguagem poética;
  • A obra mostra a versatilidade da escrita de Luciany Aparecida, autora contemporânea vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura de 2024, na categoria Romance.
  • A obra promove um diálogo rico com História ao abordar o tema da diáspora africana e a história do Brasil no final do século 19 de forma original, através de um poema e uma imagem.