Nasceu em Niterói (RJ), em 1974, e mora em São Paulo. Combina diferentes técnicas e práticas artísticas em seu trabalho, como fotografia, vídeo, instalação, performance e colagem. De modo crítico, suas obras reconfiguram memórias, em especial as afro-atlânticas, e constroem novas narrativas que invocam uma ideia não linear do tempo. A água é uma máquina do tempo é seu primeiro livro.
A água é uma máquina do tempo é o livro de estreia da artista visual Aline Motta; uma obra multilinguagens que reúne diferentes gêneros documentais, como recortes de jornais do fim do século 19, trechos de diários, bilhetes, carimbos e fotografias da família da autora. Neste livro, Aline Motta trata de temas como ancestralidade, escravização, racismo, luto pela mãe, papel da mulher na sociedade e história da família, em um texto que transita entre a poesia e o ensaio. A narrativa se inicia com a tataravó Ambrosina, que faleceu em 1894, na rua Evaristo da Veiga, no Centro do Rio de Janeiro (RJ) — mesma rua citada no conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis —, e termina nos dias atuais, mas permite que a leitura seja feita fora da ordem em que as páginas são organizadas.